Muito se fala em organização, mas você sabe a importância, e seu significado para o nosso cotidiano e nossa vida? Diante disso, em meu novo artigo, decidi abordar este tema crucial para a convivência humana. Durante a maior parte de nossas vidas, somos membros de alguma ORGANIZAÇÃO, seja ela uma entidade de ensino, como uma universidade, faculdade ou escola, uma equipe de esporte, como futebol, voleibol, basquetebol, um grupo de música ou teatro, uma organização religiosa, uma ONG, uma das forças armadas, uma empresa, e a mais importante delas: uma família! Algumas organizações, como as forças armadas, e as grandes corporações, sejam públicas ou privadas, são estruturadas de modo muito formal. Outras, como um time de futebol da vizinhança, têm uma estrutura mais informal. Mas, todas as organizações, formais ou informais, têm vários elementos em comum, e acabam convergindo.

As organizações são importantes porque são instituições sociais que refletem alguns valores e necessidades culturalmente aceitos. Elas permitem que vivamos juntos e de modo civilizado, e que realizemos objetivos enquanto sociedade. Das delegacias de polícia às grandes corporações multinacionais, as organizações servem à sociedade, transformando o mundo num lugar melhor, mais seguro, e mais agradável de se viver. Sem elas, seríamos pouco mais do que animais com cérebros superdesenvolvidos. Entretanto, não poderemos deixar de considerar, que também existem organizações voltadas a ações ilícitas, e estas têm que ser combatidas. Podemos conceituar uma organização como sendo duas ou mais pessoas trabalhando juntas e de modo estruturado para alcançar um objetivo específico ou um conjunto de objetivos.

Três escolas bem estabelecidas do pensamento sobre a administração – a clássica, a comportamental e a quantitativa – contribuíram para a compreensão da evolução das organizações pelos gestores e para melhorar a capacidade deles em administrá-las. Cada uma delas oferece uma perspectiva diferente para definir os problemas e as oportunidades relativas à administração, e para desenvolver modos de lidar com eles. No seu estágio atual de evolução, entretanto, cada abordagem deixa de ver ou lida de modo inadequado com aspectos importantes da vida organizacional. As novas abordagens – a sistêmica (baseada na teoria geral dos sistemas), a contingencial e o movimento das relações humanas – já foram desenvolvidas até o ponto de oferecer insights valiosos para o gestor atuante.

Dentro do contexto, a abordagem sistêmica, é a que mais se adequa, ao mundo contemporâneo atual. Pois nos norteia, através de uma visão da organização como um sistema unificado e direcionado de partes inter-relacionadas e que indica o principal caminho para a evolução das organizações. No entanto, não poderíamos deixar de citar a importância das outras abordagens, como: a contingencial - concepção de que a técnica de administração que melhor contribui para o alcance dos objetivos organizacionais pode variar em situações ou circunstâncias diferentes. E a importância do movimento das relações humanas – uma abordagem integrativa à teoria da administração, combinando uma visão positiva da natureza humana com o estudo científico das organizações e visando a prescrever como os gestores eficazes devem agir na maioria das circunstâncias.

Para melhor compreensão da abordagem sistêmica, torna-se necessário responder a seguinte pergunta: Por que a abordagem sistêmica é mais apropriada hoje em dia do que seria em tempos atrás?  A resposta à esta pergunta pode ser descrita, como: Ela é mais apropriada porque ao invés de lidar e segregar com os vários segmentos de uma organização, a abordagem sistêmica vê a organização como um sistema unificado e propositado, composto de partes inter-relacionadas. Essa abordagem permite que os gestores vejam a organização como um todo e como parte de um sistema maior, o ambiente externo. Com isso, a teoria dos sistemas nos diz que a atividade de qualquer segmento de uma organização afeta em graus variados a atividade de todos os outros segmentos.

O ponto fundamental da abordagem sistêmica é que os gestores não podem funcionar completamente dentro dos limites do organograma tradicional. Eles necessariamente, precisam pensar e agir FORA DA CAIXA. Devem CO-EXISTIR e fundir seus departamentos à empresa como um todo, e para fazê-lo precisam de uma COMUNICAÇÃO eficaz e inclusiva, seja com outros colaboradores, gestores e departamentos, e com todos que fazem parte da cadeia Produtiva e de Logística da empresa, incluindo-se, parceiros, fornecedores, clientes, e também com representantes de outras organizações.

Pensem nisso, pois para vivermos em SOCIEDADE, precisamos de ORGANIZAÇÃO!

 

SOBRE O AUTOR:

José Renato Alverca

É Business Division Manager da Gi Group.

É Membro Fundador do IBPDICC – Instituto Brasileiro de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação em Crédito e Cobrança, Pesquisador, Especialista em Crédito, Cobrança, Meios de Pagamento, Adquirência, Outsourcing, Gestão de Pessoas e RH e TI.

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